[Resenha] O Medalhão de Ísis - C. S. Camargo (O Medalhão de ísis #01)

12:42

C. S. Camargo
Página: 382
Editora: Awren
(A Pré-venda do livro começa dia 30/06 pelo site da editora Awren)

          A jovem princesa Ahlam sempre desejou conhecer o mundo além dos portões do palácio, mas no dia do seu 18° aniversário ela descobre que precisará casar com o príncipe herdeiro de um reino inimigo. No entanto, ela mal podia suspeitar que naquele exato momento, não tão distante dali, o destino estava planejando mudanças na sua vida, onde ela acabaria se envolvendo com uma antiga lenda do Egito e maldições dos Deuses. Deparando-se com um guerreiro chamado Faris, ela acaba tendo a responsabilidade de levar um antigo artefato da deusa Ísis de volta para casa.

Aviso: Eu quero deixar claro, logo de início, que apesar da minha recente parceria com a autora, qualquer opinião expressa aqui sobre o livro não contém influência de fora. Uma das principais regras do blog é manter um compromisso de respeito e confiança para com os leitores e eu pretendo manter sempre esse compromisso. Obrigada.

A resenha pode conter algumas poucas revelações dos primeiros capítulos do livro, nada que estragará a leitura.



A história:
          Ahlam é uma princesa, filha mais velha do Sultão Abbas - soberano de Nifah - que sonhava em viajar pelo mundo e viver grandes aventuras. Sua vida toda havia sido passada dentro dos muros do palácio e, nas poucas vezes que saía, sempre estava cercada de guardas. Prestes a completar 18 anos a princesa descobre que precisará se casar com Marzuq, herdeiro do reino de Badhi e alguém que ela despreza, para acabar com os conflitos entre os reinos. Nas vésperas de sua festa de noivado - que coincide com a data de seu aniversário - seu pai dá de presente a garota uma joia, sem nenhum conhecimento, de nenhumas das partes, que aquele é o colar perdido da deusa Ísis. 

          "[...]a jovem princesa ficou em seu quarto imaginado o que poderia acontecer com ela nos próximos dias.
          Porém, ela mal podia suspeitar que naquele exato momento, não tão distante dali, o destino estava planejando mudanças na sua vida."
página 24

          Em uma cidade próxima Faris Zahir, um bravo e belo guerreiro do reino de Hasfah, seguia as ordens do general Abdul e trilhava seu caminho até Nifah para observar a guarda do reino e planejar um ataque. Um objeto precioso, e desconhecido para Faris, se encontraria na cidade dentro de alguns dias e os soldados de Hasfah tinham o dever de encontrá-lo. 
         Durante o ataque ao palácio Ahlam se separa da família e saí a procura de Adiva que havia cuidado dela desde criança, mas sem encontrá-la a princesa retorna para a passagem secreta em busca de escapatória e é traída por Marzuq, que mostra ter apenas interesse no poderoso colar, sendo deixada para trás e levada de seu palácio, por Faris, como uma escrava. 

          "- Andar pelo deserto? Isso é loucura! Eu sou uma...
          Antes de finalizar a frase, Faris a interrompeu.
          - Escrava. Minha escrava, é isso que você é agora e, alteza - ele disse debochado - se não quiser morrer, é melhor manter a boca fechada. Vamos, suba logo no cavalo." 
páginas 68 e 69

         As ordens de Lahssam, rei de Hasfah, para seus soldados eram claras e qualquer membro da família real que fosse encontrado deveria ser morto, mas Faris sentiu pena e atração da princesa e manteve em segredo sua linhagem, sem saber que ela era portadora do tão precioso objeto.
          Ao serem atacados por misteriosos seres Ahlam e Faris encontram o deus Hórus que lhes revelam uma antiga profecia e agora, juntos com o djinn Samir, terão que encontrar as outras partes do  medalhão da deusa e devolve-lo em segurança para sua verdadeira dona e tudo isso tendo que fugir dos perigosos seres e armadilhas enviadas pelo deus Seth.

          "- O motivo de todas aquelas criaturas terem ressurgido depois de tantos anos é esse colar, que a propósito, é da minha mãe. - Hórus disse ríspido. 
          - Sua mãe? - perguntou ela confusa.
          - Ísis - Faris respondeu.
          - Sim, a deusa Ísis. Vocês precisam precisão devolver o medalhão para seu local de origem, se ele cair em mãos erradas a humanidade pode entrar em colapso.
          - O que? - exclamou ela.
          - Sim, ele deveria estar enterrado onde foi escondido eras atrás, porém alguém o revelou e pelo que pude ver os deuses sombrios já devem estar a par da situação e estão querendo tomar posse do medalhão. Vocês e só vocês, devem levá-lo de volta. Isso não é um pedido. - Hórus disse num tom sombrio."

páginas 127 e 128

Minha opinião:
          É tanta emoção que fica até difícil não perder o ar, como eu já falei uma vez esse é o primeiro livro voltado para mitologia egípcia que eu leio e nunca nunca mesmo vou me arrepender de ter apostado nessa leitura. O livro é de fácil leitura, apesar do tamanho, e possui um glossário com todas as palavras árabes e egípcias presentes nele, além de uma playlist cheia de músicas incríveis para acompanhar a leitura.
          Todas as cenas do livro, escritas detalhadamente mas sem exagero, são incríveis. A opção da autora em narrar o livro como um narrador observador deu vida a história e, mesmo as cenas de luta, que geralmente são contadas muito rapidamente, se tornaram incrivelmente intensas. Era possível imaginar todo o cenário egípcio que era descrito, as armadilhas, as pessoas, tudo de uma forma real e convincente. 
          O projeto não foi algo criado durante um fim de semana - como vários livros que já li - é resultado de anos de pesquisa, que foram muito bem gastos, tendo assim uma impressionante semelhança com a realidade. Os cenários descritos podem ser achados na internet e as lendas citadas podem ser lidas em um livro mitologia Árabe e Egípcia. O comprometimento da autora com a obra foi algo realmente impressionante. 
          Ahlam é uma personagem incrível, mesmo sendo meio "reclamona" no começo, ela é uma personagem forte e é possível perceber seu desenvolvimento ao longo da história. Seu gênio forte é tanto inspirador quanto engraçado em alguns momentos. Principalmente quando ela discute com Faris.
          Faris é um guerreiro de origens egípcias que demonstra fortes sentimentos por Ahlam, e, mesmo discutindo com ela em vários momentos, se mostra realmente preocupado com a princesa - sua flor do deserto (suspiros apaixonada por ele aqui). Seu passado, não muito explorado no primeiro livro, parece conter muitos segredos sobre os quais eu certamente quero saber mais no segundo volume. A sua relação com Ahlam é muito bonita, sem todo aquele lado meloso que é típico nos livros que incluem uma princesa no enredo, o que foi um ponto a mais para a história.
          Samir, um djinn gênio da lâmpada, também me encantou de tal forma que seria impossível não mencionar ele, além de sua personalidade encantadoramente engraçada ainda possui, assim como Faris, uma incrível história sobre o seu passado.
          C.S. Camargo com toda certeza é uma escritora promissora, um novo diamante na literatura brasileira, poucos autores conseguiram me prender à uma história do modo com ela me prendeu. Sua criatividade e bela escrita me deixaram impressionada, não seria exagero dizer que praticamente devorei o livro.
          Romance, mistério e uma pitada de comédia se misturam nessa incrível aventura que irá te transporta até o Egito, mas vou logo avisando que depois de conhecer essa história fica muito difícil lê-se impossível não se viciar.

C.S. Camargo

Pontuação:
.::Favoritado e Recomendo::.

Extra
Capa e marcador antigos do livro

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