[Resenha] Perdida - Carina Rissi (Perdida #01)

13:50


Carina Rissi
Páginas: 364.
Editora: Verus.

          Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...

          Sofia é uma garota comum do século XXI que é totalmente dependente da tecnologia. Após ir a uma festa com sua amiga ela deixa, sem querer, seu telefone cair dentro de um vaso sanitário. Resultado: perda total. Ela agora, precisando de um celular novo, vai até uma loja que tem uma vendedora bem esquisita e encontra o celular perfeito, mas ao tentar ligá-lo uma coisa bem estranha acontece. Antes rodeada por prédios e carros ela se vê em meio a carruagem, cavalheiros e vestidos bufantes. Ela havia voltado dois séculos no passado e, segundo a vendedora que havia lhe ligado magicamente após aquela "viagem no tempo", tinha uma missão a cumprir antes de poder retornar para sua realidade. Mantendo segredo e com a ajuda do atencioso Ian Clarker, Sofia começa uma verdadeira jornada de redescoberta. 

          Perdida é de longe um dos melhores livros que eu já. Como eu disse a algumas amigas, que tiveram que aturar meus momentos de loucura durante a leitura, eu queria que isso fosse minha biografia (risos). Sério gente, eu li o livro em menos de vinte e quatro horas e foi uma experiência realmente espetacular. Carina Rissi tem um talento único que me fez dar boas gargalhadas enquanto chorava, uma mistura bem interessante.
          Sofia é, de longe, a personagem mais engraçada que eu já tive o prazer de ler uma história, seu jeito atual bota atual nisso, o fato dela não conseguir se comportar como uma dama, seu jeito de lidar com a situação e suas atitudes me ganharam completamente fazendo eu considerá-la a melhor personagem do ano sim vai ter uma premiação de fim de ano para os melhores personagens. Sem contar o fato das partes cômicas do livro como essa em relação aos, nada agradáveis, banheiros daquela época.

          "Observei a casinha por um longo tempo. Era surreal demais! A casinha era exatamente isso, um cubículo de madeira localizado a quase um quilômetro do casarão. Era tão baixa que era preciso se curvar para entrar, e até tinha uma pequena janela. Dentro, havia algo parecido com um caixote, com dois buracos lado a lado na tampa. 
          Pensei um pouco sobre os buracos. Para que dois? Seria um para líquidos e outro para sólidos? Ou seria para interação social? Você convida alguém para ir até a casinha e bate um papinho enquanto faz... a oferenda?".
pág.56

          E Ian Clarke (suspiros) é um personagem que não tem como falar dele sem suspirar, cada passo seu e planejadamente colocado para fazer você se apaixonar irrevogavelmente mais um marido literário pra minha lista. O seu jeito de cavalheiro do século XVIII me ganhou logo que ele apareceu na história e me fez amá-lo mais ao longo do livro, ainda tem as as frases hiper-mega-extra românticas que ele solta ao longo do livro.

          "[...] E quando não estou com você, meu peito fica vazio, como se meu coração se recusasse a bater até que a encontre novamente. Sinta! Ele diz Sofia, Sofia, Sofia! Tem sido assim desde a primeira vez que a vi. Desde aquele instante percebi que não era mais dono do meu coração, que ele não me pertencia mais. Então... - ele tocou meu rosto, deslizou os dedos por meu pescoço e acabou os prendendo em minha nuca - não diga que não existe nós!"
pág.159

          Já deu de perceber o tamanho do "estrago" que esse livro fez com o meu coração? Com tantos livros em que o mocinho é um bad-boy, Perdida só me fez pensar mais em quanto eu queria um amor como esse do Ian abrindo meu coração aqui. Sua inexperiência em relacionamentos, seu sorriso fácil e as palavras românticas me fizeram assumir a queda que eu tenho por romances históricos.
 
          Para completar o pacote, em vários momentos do livro, são citadas as obras de Jane Austen, dando destaque para Orgulho e Preconceito, que é muito queridinho meu. Carina Rissi é uma diva, e me tornei sua fã. Mal posso esperar para ler Encontrada, próximo volume da série.

          Deixando o melhor para o final: Perdida vai virar filme. Eu chorei com essa notícia que foi confirmada pela autora. Os planos são de que, em 2015 contando nos dedos o tempo de falta, Perdida chegue as telonas pelas mãos do cineasta Luca Amberg obrigada Luca e o roteiro ficou nas mãos da própria autora, notícia que me fez dar vários pulinhos.
 
          Então agora só me resta esperar pela adaptação desta super-maravilhosa obra, para poder babar e suspirar durante o filme inteiro.

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